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SAÚDE SEXUAL MASCULINA · PEYRONIE

O que é feito na cirurgia com enxerto para a doença de Peyronie e em quais casos ela é indicada?

Por Dr. Alexandre Miranda, MD, PhD
Urologista com atuação em Andrologia · CRM-RJ 52.72103-4 · RQE 13152
Doutor pela UERJ, com pesquisa em doença de Peyronie.

Perguntas e respostas · Conteúdo do Dr. Alexandre Miranda

Tecido azul unido por um pequeno remendo claro, em metáfora visual de reconstrução.
Imagem ilustrativa gerada por IA. Não representa paciente real, dispositivo específico ou resultado de tratamento.
Esta técnica é uma das mais avançadas para corrigir a deformidade preservando o comprimento peniano.

Em quais casos ela é indicada?

A cirurgia com enxerto é a opção ideal para pacientes que possuem boa função erétil (não precisam de prótese), mas apresentam:

  • Curvaturas complexas ou graves, geralmente acima de 60 graus.
  • Deformidades estruturais, como o estreitamento em “ampulheta” ou curvaturas multiplanares (em mais de uma direção).

O que é feito no procedimento?

O objetivo é alongar o lado “curto” do pênis, em vez de encurtar o lado “longo”. O procedimento segue estes passos:

  1. Planejamento por Software (O Diferencial): O planejamento preciso é essencial. Para isso, utiliza-se o iGrafter, um software cirúrgico desenvolvido pelo Dr. Alexandre Miranda e publicado em revistas científicas internacionais. Esta tecnologia calcula o formato e o tamanho exato da incisão e do enxerto necessário. A precisão do iGrafter é fundamental, pois reduz a área de enxerto em até 50% comparado às técnicas tradicionais.

Isso contribui diretamente para uma melhor preservação da função erétil no pós-operatório, evitando deformidades geométricas.

  1. Incisão e Expansão: Com base neste planejamento preciso, são feitas as incisões na placa de fibrose (o “lado curto” da curvatura), permitindo que o tecido se expanda e o pênis se retifique.
  2. Posicionamento do Enxerto: O espaço criado é coberto com o enxerto (sendo o pericárdio bovino tratado um dos mais modernos, por evitar retração). Este “remendo” biológico será incorporado pelo corpo e permite que o pênis volte a distender de forma simétrica.

Esta técnica evita a perda adicional de comprimento que ocorreria na cirurgia de plicatura.

Leia também o guia completo sobre a doença de Peyronie.

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Dr. Alexandre Miranda · CRM-RJ 52.72103-4 · RQE 13152
Conteúdo educativo. A avaliação médica é individualizada.

Especialista em Andrologia e Urologia, Dr. Alexandre Miranda atendendo homens com problemas de saúde reprodutiva.
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